Descrição

16 01 2012

-O Autor -

 

O que define um ser…

Não é o que apresenta ter

E sim o que apresenta ser

 

Não definiria meus atos

Com os fatos

Do criado por meu suor

Em estudos

ou melhor

Caminhos que segui

E sofri

Mas sim pelas lagrimas que derramei

E sem medo decifrei

 

E transcrevo hoje em verso

Os caminhos incertos

Que trilhei

Beijei

Amei

E exorcizei

 

Em linhas passadas

Nas asas

De melodias cantadas

Encenadas

Encaradas

Amadas e odiadas

Desconcertadas

 

Desorientadas de propósito

Pois não deixaria num deposito

Os gostos que achei

E gostei

Por isso dividirei

 

E com valentia direi

Não sou o que vêem

Sou o que sentem…

 

Em cada linha

 

Sou para quem lê

E não para quem vê

Sou para quem sente

Não para quem mente

Sou a mais pura verdade

Dentro da sensibilidade

Dos olhos que escutam

E não relutam

Em ouvir as batidas

Secas ou molhadas

De risadas passadas

De lagrimas emprestadas

De vitorias alcançadas

E derrotas superadas

 

Sou simplesmente a complexibilidade

De uma cidade

Criada dentro do ser

Que pode ser

Grande ou pequena

Rasa ou profunda

Habitada ou solitária

Depende muito do presente

De ter

Alguém para ler

Escrever

E viver

 

Ou seja

Sou apenas, “hora veja”!

Um ex-mal feito

Tentando ser bem feito

Pois ninguém é perfeito

E na minha imperfeição

Cultivo o perdão

A retidão

E a indiscrição

De não calar

 

Ao contrario gritar!

 

Não tenho medo de amar!

Tão pouco de chorar

Pelo que faço

Luto

Sofro

Sorrio

 

Tento apenas ser bom

Sou apenas eu mesmo

 

Sou apenas Tadeu Alves.

 

 





Noite Clara… Noite Em Claro.

8 01 2012

O véu negro da escuridão

Vão dos tempos em questão

Tempos passados em claro, hoje escuro

O escuro do perdão.

Perdão não perdoado, pois não foi falado.

Por vergonha ficou desolado.

Por medo não foi criado.

 

E hoje no vão criado pela escuridão

Vão-se as palavras nunca ditas.

E com os olhos fita

A vida das sombras da existência.

Negada na desistência.

De não ser o que quer ser

Por puro medo de crescer.

 

Crescer não é opção.

Nega-lo é caminho para sofreguidão

Que se dá na escuridão

Da noite clara em questão.

Da noite em claro onde se fez o vão.

 

Do tempo que não foi usado.

Do dito não dito ousado.

Do classificado como capricho

Numa folha, num rabisco.

Onde os olhos ainda brilham

Num desenho feito

Para selar o bem feito.

Mas que acabou por lembrar o mal feito.

Por culpa do medo de ser

O que se quer deixar crescer.

 

Mas obriga-se a acreditar

Ser apenas um sonhar

De alguns minutos num olhar.

De alguma chama a brilhar.

Em algum lugar dentro do peito.

Onde negas falar a respeito.

Mas que não entende direito

Por que não mostra ao ser.

Por quem deve crescer.

 

A alma que ainda respira

Vê a luz que ainda habita.

A madrugada que ainda grita.

Suaves palavras musicadas

Para as batidas compassadas

Do anjo sem asas iluminadas.

Pois sua presença não foi dada

Ao tempo na madrugada.

 

Que acaba habitada

Com a luz do sol filtrada.

Pelas frestas da sala usada

Na mesma festa dada

Ao som das letras musicadas

Que outrora foram encenadas.

 

Mas, na mesma noite terminada

Encontramos o tempo ainda vivo

Pois, vivo ele mostra

Que não há por que não haver volta

Das coisas belas que gosta.

 

De mostrar uma única resposta…

 

Que o próprio não para…

 

E por não parar…

 

A volta é certa…

De mais uma madrugada…

Mais uma certeza dada…

E mais um minuto antes do sol nascer.

Sempre dá tempo…

Na Noite Clara

Na noite em Claro.





Pensamentos sob a Luz Negra – Footprints in The Sand

18 11 2011

Pensamentos sob a Luz Negra

-FootPrints in The Sand-

-O sol já não brilha mais….

O botão vermelho do amplificador esta iluminado…

As seis cordas de níquel vibram levemente produzindo um som ansioso… A melodia quer sair… Seguir… Andar….

A luz negra que revela meu passado é ligada mais uma vez… 

Hoje… 

Doce… 

Extremamente doce… 

A espera de um tom esverdeado que deu vida ao seu tom normalmente azulado…

A palheta preta começa a passear pelas cordas e a melodia começa a mostra as imagens de “um país das maravilhas” …-

01:03 AM

Lembro da hora da primeira nota tocada… Lembro do exato momento em que falei com Alice pela primeira vez, lembro do meu caminhar e de quando meus passos pararam de tocar o chão para que o passado não mais pudesse me encontrar. Desde aquele dia, não deixei rastros, não deixei pegadas…

Lembro… Das árvores que encobriam a luz dos postes… Lembro da luz calma que chegava ao rosto de Alice naquela noite… Lembro da canção que apenas meus olhos e os de Alice escutaram… Lembro… E ainda sinto… O gosto doce da melodia que iniciamos juntos ali…

Ao voltar para casa nesta noite o Gato de Cheshire sorriu para mim pela primeira vez… Não disse nada, apenas sorriu… E este sorriso só poderia significar uma coisa… Estava ficando maluco…

Realmente, “maluco como um chapeleiro”, como na  expressão vitoriana que deu nome a personagem de Lewis Carroll, maluco ao ponto de criar metáforas para descrever os últimos momentos em que vivi no mundo real e o meu caminho pelo pais das maravilhas. Maluco, Louco, não como os verdadeiros chapeleiros vitorianos, intoxicados com o vapor de mercúrio, mas louco, embriagado no sentir o gosto doce da musica de minha Alice.

A luz negra brilha enquanto penso…

Estou Louco como um chapeleiro… Mas estou velho para crer em contos de fada… Estou velho para crer no país criado para uma criança…

O Gato de Cheshire aparece a minha frente com seu largo sorriso. Suas listras claras e seus dentes brancos brilham com a luz negra. Ele olha minha face e diz:

-Chapeleiro … Você esta sendo esperto… Esperto o suficiente para esquecer de usar sua inteligência. Você nunca foi um dos “espertos”… Você sempre foi um “Tolo”. Contos de fadas!! – um coro de gargalhadas é ouvida vindo do Gato que agora só tem uma cabeça flutuante em meio a luz azulada – Desde quando existem fadas na historia de Alice? Esta Alice é real, mais real que a própria realidade, precisa apenas ser “jovem” o suficiente para que sua mente acostumada com a agonia do passado não pense mais nisso… Afinal se ela, sua mente, é “jovem” de novo, não passou pelo que seu passado, que não pode encontrar seus rastros, te fez ter medo. Alias, desde quando você para por causa do medo? Você é maluco. Malucos, loucos, insanos usam o medo como combustível para a coragem.

Fito a cabeça do gato sorrindo, penso que ele tem razão, mas uma pergunta me vem a mente, ainda velha:

-Como posso ser “jovem” outra vez? – Pergunto alisando minha barba serrada.

-Chapeleiro, meu amigo, precisas apenas de algo para lembrar-lhe de que ainda é jovem  e que fica mais jovem a cada segundo. Lembre-se  só existe um aniversario por ano e sobram 364 dias para ficar mais jovem. Hoje não é seu aniversário, então… Feliz Desaniversário Chapeleiro.

O Gato de Cheshire desaparece enquanto sorri e minha barba desaparece com ele. Meu sorriso aparece, mais jovem, conforme a barba e o gato se vão. O passado não pode ver meu rastro, pois não toquei o chão para deixar pegadas, e mesmo que o tivesse feito, o passado não existe mais, pois … Sou jovem, não passei pelo passado ainda, e no futuro, não passarei por ele ‘De novo”.

O coelho branco aparece com seu relógio e o mostra para mim… Preciso ir para a entrada de seu buraco… Alice esta chegando. Alice esta chegando para continuar a doce canção que começamos naquela noite… Mais uma noite, mais uma noite de música…

Alice aparece com seus longos cabelos dourados na entrada do buraco do coelho. Olha para mim e diz surpresa com meu rosto… Você esta lindo Chapeleiro. Parece ao menos dez anos mais jovem… Era tudo que precisava ouvir. Neste momento a abraço para não mais largar. A partir deste dia a morada de Alice são meus braços… Os braços do “jovem” Chapeleiro Maluco.

Naquela noite nos demos muitas canções doces ao som de outras canções escutadas ao longe. Ali, naquele momento, percebemos que não podia mais continuar tocando sozinho nem Alice poderia cantar mais só… Unimos minhas cordas com sua voz e fizemos do resultado nossa música.

A Música… Nossa Música… Capaz de transformar pedras em almofadas, escuridão em luz intensa, água em espelhos, reflexos em sorrisos, dia em noite e a Lua… em testemunha. Com uma música assim… Quem precisa de fadas? Tenho certeza de que O Gato de Cheshire falaria isso, mas quando a música começou o gato não apareceu mais.

O som da brilhante música de nós dois é cada vez mais alto, transforma o mundo a nossa volta…

Grandes Shows  barulhentos transformam-se em pequenas salas com nossa música suave, meu ombro uma almofada para ela relaxar e meus braços um cobertor para esquenta-la. A música de nós dois é a verdadeira porta para este país, que para muitos é estranho…

É preciso coragem para acreditar nele, e nós temos esta coragem. A música doce que nos damos, que fazemos, que criamos é a porta para este mundo. Minhas seis cordas de níquel hoje são a pele suave do rosto de Alice. A voz dela hoje se ouve ao encontrar de nossos olhos…

A cada dia fico mais jovem e Alice mais bela. Nossos pés não tocam o chão, flutuamos pelas terras que todos vêem, mas apenas nós enxergamos.

Alice mostrou-me os raios do por do sol pelas frestas da cortina balançando com o vento…

O por do sol sempre nos brinda com a chegada da Lua para testemunhar, mais uma vez… A realidade do país de Alice…

E o que ela encontrou por lá…

Ela me encontrou, numa noite…

Tomando meu chá e brigando com o tempo como um mortal qualquer…

Ela mostrou-me que não sou um dos “espertos” e fez-me brigar com o tempo… Como o maluco que sou… Como seu Chapeleiro… Embriagado com o doce de sua música em meus lábios.

Os dias passam… E eu a brigar com o tempo. Quero que ele passe rápido e espere. Mas mesmo quando eu estou a esperar a boa vontade do tempo estou feliz…. Alice está em mim mesmo que o tempo não queira. Mas ainda brigo com ele para não perder o costume… Afinal, sou maluco. Sou o Chapeleiro Maluco de Alice. Pensei nisso enquanto estava olhando o mar com ela, escutei uma risada nesta hora, mas não descobri de onde vinha. Levantamos e começamos a andar pela areia… Depois de poucos passos olho o sorriso de Alice e ao seu lado o Gato de Cheshire finalmente volta a sorrir para mim.

-Ola Chapeleiro. A quanto tempo, não?

Fico feliz em vê-lo, mas não sei se o respondo.

-Calma Chapeleiro. – O Gato fala enchendo uma xícara de chá que apareceu em uma nuvem de fumaça de bule antigo – Ela não pode me ver ou ouvir, e para falar comigo basta pensar- O gato abre um sorriso enorme e toma o chá em um único gole.

-Ola Gato. – Penso eu alto o suficiente para que ele escute, acho – Por onde andou?

-Estava escondido, assistindo seu passeio pelas terras de Alice. Esperava o dia em que falaria com você de novo. Preciso te contar uma coisa.- O gato fica sério.

-Pois fale.- penso eu curioso e um tanto aflito com o que possa vir a escutar – O que precisa me contar que tenha te dado o trabalho de esperar e se esconder?

-Me escondi por precisar esperar e esperei por precisar ver, e tive certeza agora – ele tira o relógio do coelho branco de um bolso em meio aos seus pelos fartos – esta quase na hora.

-Quase na hora de que? O que quer me con… – Antes de terminar ele interrompe

-Calma! É agora, escute o que ela vai dizer – Ele aponta para Alice.

“Chapeleiro, na areia fofa é mais difícil andar, estamos afundando a cada passo.”

Olho para Alice e depois para O Gato, não sei o que falar a ela e nem o que perguntar a ele. Alice continua:

“Hum! Veja, pisando nas pegadas dos que já passaram aqui não afundamos, pois a areia já não esta tão fofa…” – o Gato aperta um botão escondido no relógio e o mundo congela, então ele diz:

-Chapeleiro, o que tenho a te dizer é algo que já sabes e sabes fazer muito bem. – Presto muita atenção as palavras do Gato -  Primeiro, este mundo que flutua, não é de Alice. Segundo, a menina que esta ao seu lado não é Alice.

-Como assim? – digo perplexo. Agora em voz alta.

-Calma! Já estou cansado de te pedir calma, sabia? Então apenas escute, suas palavras são melhores quando ditas para a menina, não para mim. – Depois de um longo suspiro ele continua- Este mundo pertence a você e esta menina, nunca foi de Alice. Mas, ele se confunde com o mundo dos homens e mulheres sem coragem de viver e por isso existem pegadas nele. As mesmas pegadas que você, inteligentemente, deixou de fazer ao começar a flutuar para que o passado não pudesse te encontrar, o passado onde você achou ser apenas mais um. Então, não deves pisar nas pegadas dos passados dos homens como a menina quer fazer para facilitar a caminhada. Entendeu essa parte?

Respondo positivamente com um movimento de cabeça e lembrando de que um dia realmente pensei ser apenas mais um, mas descobri que não sou ao ver o verde dos olhos de Alice… Que não é Alice.

-Bem, o que sei fazer muito bem é não deixar rastros para o passado, hoje futuro, pois rejuvenesci ao ponto de deixar o passado “para frente”. Mas, quem é esta menina senão Alice?

-Agora sim uma boa pergunta – Gargalha o Gato – Vou responder com outra pergunta. Quem é a única capaz de acreditar no impossível antes do café da manhã e por isso portadora de coragem para viver? – O sorriso sarcástico do gato fitando meus olhos me dá a resposta. – Sabia que iria entender, es tão louco quanto eu para entender o impossível e saber que ele é muito mais possível do que a sub-vida imediatista dos humanos “apenas mais um”. Já sabes o que fazer não é Chapeleiro?

-SIm Gato – meu sorriso aparece enquanto falo – Já sei quem é ela. Já sei o que fazer, mas tenho uma pergunta ainda. Quem é Alice?

O Gato ri e diz:

-Esta ficando bom em fazer perguntas. Alice não é quem, ou talvez um dia seja, mas por enquanto Alice é “o que”. Alice é a criação dos dois juntos, Alice é a música que vocês criam, dão e cantam. Alice é algo que se constrói e vocês estão construindo, um passo de cada vez. Opa, passos… Já sabes, né? Já sabes o que fazer agora?

-Sim Gato, Sei.

O gato de Cheshire desaparece rindo em um redemoinho no ar. Pouco antes de sumir completamente ele mostra o relógio do coelho e aperta o botão para o tempo voltar a andar. A menina olha para mim sorrindo prestes a pisar nas pegadas feitas por outros. A seguro, abraço e digo:

-Não pise, nem siga os passos dos outros. Deixe que eu vou a frente construindo novas pegadas para você pisar. Não te deixarei afundar. Esta na hora de começarmos a construir “Alice”. Sem flutuar… Um passo de cada vez… Deixando nossas pegadas na areia, como um registro da felicidade que passou e seguindo para o futuro que nós dois queremos… Minha Rainha Branca.





A Noite

4 10 2011

As luzes dos postes passam rápido…. Apenas flashs são captados por minhas retinas na noite que começa a cair sobre a cidade.

 

A noite… Implacavelmente bela aos olhos de quem gosta dela.

A noite… que para muitos é profana, perigosa, divina…

 

Da noite os poetas nasceram…

Da noite as melodias se criaram…

 

A noite deu a luz as belas frases hoje copiadas por muitos ignorantes, que na ânsia de serem inteligentes, mostram sua esperteza ao roubar pensamentos que não entendem…

A noite deu a luz as belas frases que nos corações dos puros faz sentido, apenas para eles mesmos, e transforma tristeza em alegria…

 

Da luz da noite nasce o verbo dos pensantes…

Da luz da noite nasce os acordes dos amantes…

 

Na noite as melodias são ouvidas…

Na noite as palavras dançam nas línguas de quem sabe falar

Na noite as palavras dançam nos ouvidos de quem sabe ouvir.

 

Na noite…

 

Na bela noite… Onde a lua nos dá a luz e os postes o apoio aos corpos cansados.

Na bela noite… A vida é criada a caricias lentas.

Na bela noite… A vida é criada em suspiros de desejo.

Na bela noite… A intensidade do carater dos amantes é vista.

Na bela noite… O brilho dos olhos fala… E canta… A melodia do dia que esta por vir.

Na bela noite… Eu digo…. Que venha o sol para selar a verdade dos sonhos vistos.

Na bela noite… Os sonhos são realidades e com o raiar do sol a realidade continua, para quem sonhou com coragem.

 

A noite… A noite é dos poetas que escrevem suas próprias linhas e dos poetas, que apesar de não saberem escrever, embriagam-se com as melodias descritas nas poesias destes amantes iluminados pelas luzes na escuridão.

 

Não é preciso escrever para sentir…

Não é preciso cantar para ouvir…

Não é preciso falar para dizer…

 

Apenas leia… E não minta ao chegar o dia.

 

A noite dá a chance de sonhar… E os primeiros raios de sol são a oportunidade de transformar o sonhar em vida…

A noite não fecha as portas para a felicidade… E se fores esperto, ao raiar o dia, fará  desta felicidade realidade.

 

Apenas não negue os sonhos que a noite lhe deu.





Break The Wall… and Keep Walking

29 09 2011

Break The Wall…

 

Linhas antigas nunca terminadas habitam meus pensamentos hoje. Meus passos estão carregados de letras…. Letras de textos que nunca viram a luz do dia ou a escuridão iluminada pelas estrelas da noite.

Linhas tristes e alegres sem um ponto…

Lembro-me dos sentimentos vividos, recente ou “irecentemente”, entre as palavras escritas e não terminadas. Entre linhas… Entre frases… Entre mentes…. realidades sentimentos……

 

Estes sentimentos crescem, por não terem tido um ponto, crescem sem direção certa…. Crescem formando um muro…

Um muro de tijolos tristes e alegres…

 

Os tristes são os outrora alegres, que sem pena e “animalisticamente” tiveram suas vidas cortadas, seu êxtase findado, um coito interrompido por um lapso de razão erróneo de mentes em culpa inexistente. Julgados no desespero por uma falsa liberdade gerada nas mentes aprisionadas ao imediatismo do que esta ao lado e a falta de coragem de pegar o que já possuíam, mas era preciso andar para ter. Lamentável escolha de assassinar suicidando-se em “mortes” violentamente sangrentas dentro dos próprios corações banhados por lagrimas salgadas que nunca rolaram em suas faces.

 

Os tijolos alegres são os outrora tristes…. Repletos de sentimentos enegrecidos pela raiva , com odor do mofo gerado pelo ódio momentâneo e pela culpa de um dia terem nascido no mesmo exato momento em que foram mortos os tristes outrora alegres… Fadados ao frio sôfrego da solidão gelada do existir na dor de serem lembrados. Mas, mesmo sendo tão miseráveis estão felizes por não terem sido terminados… Se tornaram alegres por nunca chegarem aos olhos de seus alvos, por nunca terem machucado os corações suicidas/assassinos dos outrora alegres. Apesar da culpa pelo existir não se culpam por não terem cumprindo seus fins.

 

Mas o muro das letras sem ponto dos sentimentos sem fim cresce e tornasse gigantesco… Formam a prisão do pensar… A prisão que não deixa que caminhem os livres… A prisão dos passos…

 

Todos precisão de pontos… Todos os tijolos precisam de um fim… Todos eles tem uma pergunta que os tornam ainda mais fortes….

 

“e se…?”

 

Esta pergunta mostra todos os caminhos… E este é o problema este é o verdadeiro muro…

 

“O vários”

 

A saída desta prisão esta nesta pergunta que alimenta os “sem ponto”, sejam alegres ou tristes… Sejam letras…. Palavras…sentimentos… Realidades….. Medos que precisam e devem ser sanados…. Pensamentos…. Desejos…. Realidades que merecem ser….

A saída é quebrar o muro…

Derruba-lo….

E para isso… Basta saber que o martelo para derrubar o muro não é a pergunta e sim o que esta entre as palavras e o ponto de interrogação…

As reticências…

Exatamente os três pontos usados na pergunta e não um único ponto.

 

Um único ponto é o fim do caminho, mas três pontos seguidos é o caminhar, O continuar… O criar. As reticências começam no nada e caminham para o todo, o tudo e este é o único caminho. Não existe um ponto final o que existe é o medo de caminhar … Caminhar o mesmo caminho… Estou e sempre estarei no mesmo caminho… Quebrei o muro dos tijolos tristes e alegres dos textos, palavras, sentimentos e realidades…

Minhas reticências são o martelo para a liberdade do sentir, do criar e do caminhar o mesmo caminho.

 

E continuo caminhando…

 

E continuo andando …

 

And Keep Walking…





Pertencer

24 09 2011

 

 

Há muito não pertenço. Não me sinto pertencendo mais a nenhum lugar.

Na verdade não pertenço e nunca pertenci apenas conheci. Não pertenço a lugares, pertenço a pessoas.

Pertenço a lembranças recentes e antigas dos que conheço e que também me pertencem.

Pertencemos e pertenço a pessoas queridas e algumas nem tanto. Pertenço nos pensamentos bons e doces, nas mentes de muitos e nos corações de alguns.

Pertenço aos pensamentos de todos a quem já troquei um olhar, uma palavra…

As vezes sou apenas uma mera lembrança as vezes um pensamento profundo e enraizado….

Pertenço as mentes que conheci, as pessoas que convivi. Pertenço a pensamentos brilhantes, a luzes que só podem existir para a pessoa que me tem em sua mente.

Algumas pessoas me dão retorno deste pertencer…. Cuidam bem destas lembranças e criam novas a cada segundo, criam… E as vezes tão bem que me levam as lagrimas. Outras me mantém escondido, me tem mas, não mostram… Tentam apagar as luzes, mas… Eu pertenço a elas mesmo assim, mesmo que elas fechem os olhos para achar que as luzes não existem ou mesmo tentem esconder de si mesmo que um dia brilharam e ainda brilham… Eu estou lá e permanecerei lá para sempre, se doer, a culpa não é minha… Essas pessoas que me tem e me escondem, como um segredo… Também tenho, também me pertencem, mas transformei e transformo-as em luzes brilhantes sempre que me aparecem, as mesmas de quando começaram a me pertencer. Quando mantemos as luzes acesas não doí, transformo em algo bom e mostro ao invés de esconder ou tentar magoar quando magoam a si mesmos.

Pertenço e sou profundo no pertencer as mentes, pensamentos e corações que já cruzaram minha vida. Não pertenço a lugares, a casas ou ruas… Pertenço a pessoas. O Resto é apenas o mundo em que caminho. E continuarei caminhando e pertencendo a mais pessoas, mais corações e mais mentes … E nunca deixarei de estar lá.





Não Ser…

11 09 2011

Não tenho rumo, agudo ou grave, suave ou forte… Com ou sem gosto… Doce ou amargo. O rumo não é algo que o Ser possa Ter, e sim algo que o Ter é Não Ser. E eu Não Sou… Deixei de Ser faz tempo… Talvez nunca tenha Sido… Mas, um dia, tentei Ser… Mas… Não tenho talento para Ser … Apenas para Não Ser.

O Não Ser é ser objetivo na subjetividade de um tolo, na inteligência de Não Ser o que Não Se É, de ser o que os ecos dos sentimentos são… De ser a coragem de sentir e ver os rostos sem mascaras mesmo quando estão mascarados….

O Ser é a pseudo-inteligência dos “espertos”, que Sendo…. Usam suas mascaras como fuga para a dor da falta de coragem de ser o que os fariam ter o que procuram, em vão, nos braços fáceis de solidões acompanhadas e de ecos musicais que os fazem lembrar de quando Não Eram…  O Ser é o talento agudo para a auto destruição do caráter. O Ser é escutar o eco do que não foi completo por fuga “esperta” da vontade de lutar.

O Não ser é errar acertando no conserto dos próprios erros, o Não Ser é não sucumbir as opiniões alheias que não escutam o que escuta, assim não sabendo se sua verdade é verdadeira e negando a duvida de estar errado e  escondendo a verdade atras da mesma mascara que os que São escondem sua felicidade.

O Não Ser… O Não se ter rumo, ou ter por Não Ser … É se escrever poemas e deixa-los no caminho para que os que São um dia leiam, e caso entendam, se tornem tolos e aceitem sua mão estendida sem o medo do ego… Pois, caso ainda exista o ego, o que É pensara que o poema é escrito para si quando o tolo escreve para todos. O que É sempre acha que o tolo esta a espreita pronto para pega-lo quando o tolo… Que Não É … Apenas caminha … E mesmo que o “esperto”, ainda “esperto”, venha, ele estenderá a mão, pois o tolo vê o que o “esperto” não mostra, e sabe que para ele Não Ser basta apenas que se lembre que um dia Não Foi.

O Ser é medroso e julga o importante não importante e o que Não É um tolo. Mas, se o mundo é dos “espertos”… Dos que São… Ser é ser qualquer um… Ser é ser igual… E se Ser é ser apenas mais um… Quem É o Tolo? Não Ser é ter e dividir coisas boas, não ter medo do que se importa… Não Ser é não querer Ser, pois já é único dentro de si mesmo e vê a singularidade dentro dos que São. O Não Ser … Não é procurar um rumo é ser seu próprio rumo … O Não Ser é encontrar e não continuar procurando. O Não Ser é dar esperança a quem não percebeu que precisa dela. O Não Ser… é sorrir para os que São, pois eles precisam do sorriso para despertar… e um dia… Sempre despertam. Afinal… Eles São “Espertos”.

Tadeu Alves





Microcosmo

18 06 2011

A Brisa gélida da noite a beira mar tenta congelar os desavisados…
O céu repleto de nuvens esconde a luz da lua prateada pendendo do espaço…
Abraço uma mulher… abraço A mulher… abraço minha pequena Dama… Algo esta para acontecer.
As nuvens não conseguem esconder a luz da lua por muito tempo. A luz intensa deixa seu rastro no mar a nossa frente… Um caminho de estrelas prateadas criadas pela luz de um astro brilhante. Abraçado a ela, sentindo seu rosto colado ao meu, o calor de sua pele, a delicadeza de seu toque, me pergunto…”onde este caminho nos levará”.
A beijo docemente, com carinho. Abraço forte e pergunto, “Quer seguir este caminho comigo?”, seus olhos respondem mesmo sem seus lábios soltarem uma só palavra… Neles apenas o sorriso iluminado pela luz da noite. Ela segura minha mão e um longo beijo acontece. O beijo é o primeiro passo para seguir o caminho das estrelas prateadas através do mar. Caminhamos sobre as águas, sem pressa, sem destino, pelo menos sem saber qual o destino.
O caminho das estrelas aos poucos se torna um corredor com paredes de água brilhante… estamos de mãos dadas, caminhamos fascinados por este caminho que encontramos juntos. A luz das estrelas do chão que pisamos vão tomando rapidamente as paredes transparentes feitas com as águas do mar… no céu a lua nos observa… A luz nas paredes começa a criar formas e apresentar imagens embaçadas, mas cheias de cor… Vejo o sorriso em seus lábios … e as cores em seus olhos… Uma visão tão bela, que achava, ate então, que nada poderia supera-la.
As imagens nas paredes do corredor começam a tornar-se mais nítidas… Imagens, como uma projeção… cenas aleatórias de filmes, filmes que apenas nós poderíamos ver… estes filmes são as projeções de um futuro, nosso futuro. Momentos que ainda estão por vir, momentos felizes de risos e sorrisos intensos, momentos que ainda vamos criar…
As imagens são cada vez mais lindas… ela aperta minha mão com força e ternura, correspondo com um beijo no rosto. Paramos por um segundo, minhas mãos involuntariamente procuram sua face… pele macia, perfumada, meus lábios procuram os dela. Um beijo longo é dado e as estrelas do chão dançam a melodia das batidas de nossos corações em sintonia. As imagens nas paredes estão ainda mais nítidas, nossos planos estão cada vez mais reais. Sinto uma lágrima de alegria escorrer em minha face… mas não sei se é minha ou dela…não importa é nossa… nossa lágrima e ninguém pode tira-la de nós.
Enquanto nos beijamos a sombra da terra começa a esconder a lua. As estrelas em nossos pés começam a perder o brilho e as imagens se apagam das paredes, não há mais paredes a água do mar começa a cair e voltar a seu lugar… O beijo se encerra… estamos assustados… conforme a luz da lua é tapada pela sombra da terra nós dois afundamos no mar cada vez mais escuro.
Afundamos lentamente enquanto as paredes do corredor de água marinha se esvai … Nossos corações batem desordenadamente e sem ritmo… Medo…. o que esta acontecendo? Por que estamos afundando? Por que a terra quer nos privar da felicidade de caminhar sobre as estrelas? Por que escondes a lua de nós? Olho para o rosto de minha pequena Dama, assustado, com as mesmas perguntas que pairam em minha mente… A terra consome a luz da lua … não há mais paredes de água, não há mais corredor… não há mais estrelas dançando sob nossos pés.
“Pense”, digo a mim mesmo, “pense, pense, pense!”, uma solução deve haver para que a luz da lua pare de ser consumida pela terra… Olho seu rosto assustado, um sentimento de derrota me envolve, não tenho como salvar minha pequena Dama.
… O tempo passa… lágrimas escorrem de nossos rostos, lágrimas de quem não quer deixar o caminho das estrelas, lágrimas de quem não quer voltar a terra… lágrimas… “PENSE…. PENSE…” Olho seu rosto e fixo minha visão em seus olhos, de onde vejo as lágrimas brotarem… e … onde encontro a solução… Meu sorriso volta. Ela não entende e continua a chorar… então digo:
“Meu amor, não se preocupe, sorria, não vamos afundar… Não precisamos da luz da lua para seguir o caminho das estrelas, pois a luz da lua esta em seus olhos. É disso que precisamos, apenas isso. Com o brilho de seus olhos construiremos nosso mundo, nosso lar, longe do egoísmo da sombra da terra dos humanos, longe dos olhos impiedosos do ser humano ardiloso e malicioso, não somos mais humanos, somos amantes e com o brilho puro dos olhos de minha amante construiremos cada centímetro do chão de estrelas de nosso futuro… uma passo de cada vez. Sentindo, degustando, e apreciando cada segundo. O brilho da lua esta nos seus olhos e com este brilho construiremos cada tijolo de nosso microcosmo particular, um lugar onde apenas nós existimos e é impossível alguém nos tocar. A lua que esta em algum lugar escondida pela sobra impiedosa da terra sempre dará lugar ao sol ao fim da noite, mas o brilho de seus olhos sempre estará aqui, seja dia ou noite, inverno ou verão… O brilho sempre estará aqui transformando cada minuto em uma eterna primavera morna e perfumada. Sorria pequena Dama, Sorria e emoldure o brilho com sua alegria. Sorria e dê luz a nossos sonhos.”
Ela sorri, delicadamente o mar se abre e no fundo esta as estrelas, agora não apenas as estrelas formadas por um reflexo da luz lunar sobre a água do mar, estrelas reais pairando livres no universo infinito, formando não um caminho, mas uma estrada de possibilidades para um sonho sem precedentes. Um sonho particular…
Abro os olhos após um longo beijo, a vejo em minha frente, o caminho das estrelas não esta ali… foi um sonho?… eu sorrio olhando os olhos dela…Não, não sonhei enquanto beijava minha pequena Dama… o caminho esta ali… dentro de seus olhos. Ela sorrindo me pergunta:
“Isso que estamos sentindo… Esta coisa maravilhosa que é estarmos juntos… Isto é real?”
Eu respondo olhando no fundo de seus olhos:
“Sim minha pequena Dama. É real… e nesta noite criamos o primeiro tijolo de luz de nosso futuro… Não tenha medo, se alguma hora a escuridão se fizer presente sei onde achar a luz.”
Ela sorri e diz:
“Sei que é real… somos reais.”
Olho para o céu… a lua esta lá… o eclipse passou. Não somos mais humanos…hoje somos amantes… caminhando de mãos dadas e construindo um novo universo um microcosmo particular … No rosto dela um sorriso intenso, terno e contagiante… Vejo as cores das projeções das paredes de água do sonho que tive enquanto a beijava… Achei algo mais belo do que aquilo…é mais belo por que é real, quero que seja real e ela me da certeza de que também quer.

“Para a Alice de meus sonhos um pequeno presente de dia dos namorados. Não estou atrasado, pois, como você mesmo disse, todos os dias que estamos juntos é dia dos namorados… Entramos no buraco do coelho branco agora curta o país das maravilhas tomando o chá de seu chapeleiro maluco”





Melody

30 04 2011

Uma melodia sem fim? Será? Sim com certeza… Tenho algumas delas… Alguns segredos.. Alguma magia. Uma melodia sem fim se faz de várias músicas juntas… Vários sentidos formando apenas uma razão… Uma frase que não quer ser dita, mas precisa ser ouvida…
Me pergunto…Por que o medo de dizer? Apenas deixe sair… Não é deixe acontecer… Já aconteceu…esta acontecendo… Pessoas teimam em não admitir… Pessoas teimam em não abrir… Pessoas teimam em sentir sozinhos o que é melhor compartilhar… Cansei de dúvidas … Agora apenas escuto as melodias… Se querem ouvir a minha… Venham sem medo… Venham com força… Venham com coragem… Não duvido e sou mais do que imaginam… Sou EU e o meu EU é uma melodia livre e corajosa… Uma melodia sem dúvidas ou contradições, uma melodia que acrescenta e faz crescer…junto… Uma melodia que se junta a outra e não apaga o som e sim o torna mais brilhante … Tão brilhante quanto o som da melodia do meu EU… Minha melodia é única … Minha melodia não é feita de frases prontas… Minha melodia não tem partitura, minha partitura é o sentir… E eu sinto… Mesmo que não cantem… Minha melodia é clara… Ela é única, pois não é ouvida por ai… Não a encontrará em sites ou blogs de frases de amor… Minha melodia esta em minha mente e ate quando escrita se escuta… Quando se lê se sente… E quando se escuta se encanta… Minha melodia é viva… Mas só faz sentido para quem tem coragem de senti-la … E o meu EU hoje só aceita completamente os corajosos… Os que Mostram os seus espíritos e suas cicatrizes e as transformam em som, em luz, em sentimento. Só aceito os que deixam os olhos brilharem e os sorrisos retornarem verdadeiramente aos rostos… Os que tem coragem de ser e não apenas pretender… Os que esperam com pressa e tem pressa com calma… Difícil de entender?
Seja sincero consigo e escutará…entenderá…sentirá… E se tiver coragem mostrará.
Melody………… Estou escutando algumas… Em silêncio.





Just a Smile

26 04 2011

O que faço…

O que digo…

O que ofereço..

O que dou…

Faço o que sinto ser certo

Digo o que precisa ser dito

Ofereço o que tenho de melhor

Dou apenas a quem merece

O que é certo…

O que precisa ser dito…

O que tenho a oferecer…

O que tenho a dar…

O certo é… dar a chance de crescer

O que é preciso ser dito … O que as pessoas não esperam ser dito

O que ofereço… Um “simples” sorriso

O que dou… Mais um “simples” sorriso

Quem merece…

Isso não é você quem decide e sim o sorriso que dou a você.

“Eu não mereço”… Se não merecesse não o teria… Basta lembrar

“Por que mereço?” … Pergunte a si mesmo… Basta sentir

“Você não existe” … Existo … Basta olhar… Basta crer

Um simples sorriso … É o que ofereço…

Neste sorriso dou meu carinho, meu respeito e minha amizade.

Neste sorriso compartilho a realidade dos sentimentos que as vezes a mente insiste em achar ser ilusão.

Com estas linhas quero compartilhar com todos os meus amigos o meu sorriso…

O sorriso de minha alma, um pouco de felicidade apenas por existir. Compartilho meu sorriso com você que esta lendo… Com você que errou… Com você que errei e com todos que dizem que eu “não existo”.

Existo sim… Sou real… Sou Feliz… Sou piegas … E tento ser apenas bom…

Dou a todos agora… Apenas um Sorriso.

Simplesmente Aceite e sorria de volta.








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 183 other followers