Break The Wall… and Keep Walking

29 09 2011

Break The Wall…

 

Linhas antigas nunca terminadas habitam meus pensamentos hoje. Meus passos estão carregados de letras…. Letras de textos que nunca viram a luz do dia ou a escuridão iluminada pelas estrelas da noite.

Linhas tristes e alegres sem um ponto…

Lembro-me dos sentimentos vividos, recente ou “irecentemente”, entre as palavras escritas e não terminadas. Entre linhas… Entre frases… Entre mentes…. realidades sentimentos……

 

Estes sentimentos crescem, por não terem tido um ponto, crescem sem direção certa…. Crescem formando um muro…

Um muro de tijolos tristes e alegres…

 

Os tristes são os outrora alegres, que sem pena e “animalisticamente” tiveram suas vidas cortadas, seu êxtase findado, um coito interrompido por um lapso de razão erróneo de mentes em culpa inexistente. Julgados no desespero por uma falsa liberdade gerada nas mentes aprisionadas ao imediatismo do que esta ao lado e a falta de coragem de pegar o que já possuíam, mas era preciso andar para ter. Lamentável escolha de assassinar suicidando-se em “mortes” violentamente sangrentas dentro dos próprios corações banhados por lagrimas salgadas que nunca rolaram em suas faces.

 

Os tijolos alegres são os outrora tristes…. Repletos de sentimentos enegrecidos pela raiva , com odor do mofo gerado pelo ódio momentâneo e pela culpa de um dia terem nascido no mesmo exato momento em que foram mortos os tristes outrora alegres… Fadados ao frio sôfrego da solidão gelada do existir na dor de serem lembrados. Mas, mesmo sendo tão miseráveis estão felizes por não terem sido terminados… Se tornaram alegres por nunca chegarem aos olhos de seus alvos, por nunca terem machucado os corações suicidas/assassinos dos outrora alegres. Apesar da culpa pelo existir não se culpam por não terem cumprindo seus fins.

 

Mas o muro das letras sem ponto dos sentimentos sem fim cresce e tornasse gigantesco… Formam a prisão do pensar… A prisão que não deixa que caminhem os livres… A prisão dos passos…

 

Todos precisão de pontos… Todos os tijolos precisam de um fim… Todos eles tem uma pergunta que os tornam ainda mais fortes….

 

“e se…?”

 

Esta pergunta mostra todos os caminhos… E este é o problema este é o verdadeiro muro…

 

“O vários”

 

A saída desta prisão esta nesta pergunta que alimenta os “sem ponto”, sejam alegres ou tristes… Sejam letras…. Palavras…sentimentos… Realidades….. Medos que precisam e devem ser sanados…. Pensamentos…. Desejos…. Realidades que merecem ser….

A saída é quebrar o muro…

Derruba-lo….

E para isso… Basta saber que o martelo para derrubar o muro não é a pergunta e sim o que esta entre as palavras e o ponto de interrogação…

As reticências…

Exatamente os três pontos usados na pergunta e não um único ponto.

 

Um único ponto é o fim do caminho, mas três pontos seguidos é o caminhar, O continuar… O criar. As reticências começam no nada e caminham para o todo, o tudo e este é o único caminho. Não existe um ponto final o que existe é o medo de caminhar … Caminhar o mesmo caminho… Estou e sempre estarei no mesmo caminho… Quebrei o muro dos tijolos tristes e alegres dos textos, palavras, sentimentos e realidades…

Minhas reticências são o martelo para a liberdade do sentir, do criar e do caminhar o mesmo caminho.

 

E continuo caminhando…

 

E continuo andando …

 

And Keep Walking…





Pertencer

24 09 2011

 

 

Há muito não pertenço. Não me sinto pertencendo mais a nenhum lugar.

Na verdade não pertenço e nunca pertenci apenas conheci. Não pertenço a lugares, pertenço a pessoas.

Pertenço a lembranças recentes e antigas dos que conheço e que também me pertencem.

Pertencemos e pertenço a pessoas queridas e algumas nem tanto. Pertenço nos pensamentos bons e doces, nas mentes de muitos e nos corações de alguns.

Pertenço aos pensamentos de todos a quem já troquei um olhar, uma palavra…

As vezes sou apenas uma mera lembrança as vezes um pensamento profundo e enraizado….

Pertenço as mentes que conheci, as pessoas que convivi. Pertenço a pensamentos brilhantes, a luzes que só podem existir para a pessoa que me tem em sua mente.

Algumas pessoas me dão retorno deste pertencer…. Cuidam bem destas lembranças e criam novas a cada segundo, criam… E as vezes tão bem que me levam as lagrimas. Outras me mantém escondido, me tem mas, não mostram… Tentam apagar as luzes, mas… Eu pertenço a elas mesmo assim, mesmo que elas fechem os olhos para achar que as luzes não existem ou mesmo tentem esconder de si mesmo que um dia brilharam e ainda brilham… Eu estou lá e permanecerei lá para sempre, se doer, a culpa não é minha… Essas pessoas que me tem e me escondem, como um segredo… Também tenho, também me pertencem, mas transformei e transformo-as em luzes brilhantes sempre que me aparecem, as mesmas de quando começaram a me pertencer. Quando mantemos as luzes acesas não doí, transformo em algo bom e mostro ao invés de esconder ou tentar magoar quando magoam a si mesmos.

Pertenço e sou profundo no pertencer as mentes, pensamentos e corações que já cruzaram minha vida. Não pertenço a lugares, a casas ou ruas… Pertenço a pessoas. O Resto é apenas o mundo em que caminho. E continuarei caminhando e pertencendo a mais pessoas, mais corações e mais mentes … E nunca deixarei de estar lá.





Não Ser…

11 09 2011

Não tenho rumo, agudo ou grave, suave ou forte… Com ou sem gosto… Doce ou amargo. O rumo não é algo que o Ser possa Ter, e sim algo que o Ter é Não Ser. E eu Não Sou… Deixei de Ser faz tempo… Talvez nunca tenha Sido… Mas, um dia, tentei Ser… Mas… Não tenho talento para Ser … Apenas para Não Ser.

O Não Ser é ser objetivo na subjetividade de um tolo, na inteligência de Não Ser o que Não Se É, de ser o que os ecos dos sentimentos são… De ser a coragem de sentir e ver os rostos sem mascaras mesmo quando estão mascarados….

O Ser é a pseudo-inteligência dos “espertos”, que Sendo…. Usam suas mascaras como fuga para a dor da falta de coragem de ser o que os fariam ter o que procuram, em vão, nos braços fáceis de solidões acompanhadas e de ecos musicais que os fazem lembrar de quando Não Eram…  O Ser é o talento agudo para a auto destruição do caráter. O Ser é escutar o eco do que não foi completo por fuga “esperta” da vontade de lutar.

O Não ser é errar acertando no conserto dos próprios erros, o Não Ser é não sucumbir as opiniões alheias que não escutam o que escuta, assim não sabendo se sua verdade é verdadeira e negando a duvida de estar errado e  escondendo a verdade atras da mesma mascara que os que São escondem sua felicidade.

O Não Ser… O Não se ter rumo, ou ter por Não Ser … É se escrever poemas e deixa-los no caminho para que os que São um dia leiam, e caso entendam, se tornem tolos e aceitem sua mão estendida sem o medo do ego… Pois, caso ainda exista o ego, o que É pensara que o poema é escrito para si quando o tolo escreve para todos. O que É sempre acha que o tolo esta a espreita pronto para pega-lo quando o tolo… Que Não É … Apenas caminha … E mesmo que o “esperto”, ainda “esperto”, venha, ele estenderá a mão, pois o tolo vê o que o “esperto” não mostra, e sabe que para ele Não Ser basta apenas que se lembre que um dia Não Foi.

O Ser é medroso e julga o importante não importante e o que Não É um tolo. Mas, se o mundo é dos “espertos”… Dos que São… Ser é ser qualquer um… Ser é ser igual… E se Ser é ser apenas mais um… Quem É o Tolo? Não Ser é ter e dividir coisas boas, não ter medo do que se importa… Não Ser é não querer Ser, pois já é único dentro de si mesmo e vê a singularidade dentro dos que São. O Não Ser … Não é procurar um rumo é ser seu próprio rumo … O Não Ser é encontrar e não continuar procurando. O Não Ser é dar esperança a quem não percebeu que precisa dela. O Não Ser… é sorrir para os que São, pois eles precisam do sorriso para despertar… e um dia… Sempre despertam. Afinal… Eles São “Espertos”.

Tadeu Alves








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