Break The Wall…
Linhas antigas nunca terminadas habitam meus pensamentos hoje. Meus passos estão carregados de letras…. Letras de textos que nunca viram a luz do dia ou a escuridão iluminada pelas estrelas da noite.
Linhas tristes e alegres sem um ponto…
Lembro-me dos sentimentos vividos, recente ou “irecentemente”, entre as palavras escritas e não terminadas. Entre linhas… Entre frases… Entre mentes…. realidades sentimentos……
Estes sentimentos crescem, por não terem tido um ponto, crescem sem direção certa…. Crescem formando um muro…
Um muro de tijolos tristes e alegres…
Os tristes são os outrora alegres, que sem pena e “animalisticamente” tiveram suas vidas cortadas, seu êxtase findado, um coito interrompido por um lapso de razão erróneo de mentes em culpa inexistente. Julgados no desespero por uma falsa liberdade gerada nas mentes aprisionadas ao imediatismo do que esta ao lado e a falta de coragem de pegar o que já possuíam, mas era preciso andar para ter. Lamentável escolha de assassinar suicidando-se em “mortes” violentamente sangrentas dentro dos próprios corações banhados por lagrimas salgadas que nunca rolaram em suas faces.
Os tijolos alegres são os outrora tristes…. Repletos de sentimentos enegrecidos pela raiva , com odor do mofo gerado pelo ódio momentâneo e pela culpa de um dia terem nascido no mesmo exato momento em que foram mortos os tristes outrora alegres… Fadados ao frio sôfrego da solidão gelada do existir na dor de serem lembrados. Mas, mesmo sendo tão miseráveis estão felizes por não terem sido terminados… Se tornaram alegres por nunca chegarem aos olhos de seus alvos, por nunca terem machucado os corações suicidas/assassinos dos outrora alegres. Apesar da culpa pelo existir não se culpam por não terem cumprindo seus fins.
Mas o muro das letras sem ponto dos sentimentos sem fim cresce e tornasse gigantesco… Formam a prisão do pensar… A prisão que não deixa que caminhem os livres… A prisão dos passos…
Todos precisão de pontos… Todos os tijolos precisam de um fim… Todos eles tem uma pergunta que os tornam ainda mais fortes….
“e se…?”
Esta pergunta mostra todos os caminhos… E este é o problema este é o verdadeiro muro…
“O vários”
A saída desta prisão esta nesta pergunta que alimenta os “sem ponto”, sejam alegres ou tristes… Sejam letras…. Palavras…sentimentos… Realidades….. Medos que precisam e devem ser sanados…. Pensamentos…. Desejos…. Realidades que merecem ser….
A saída é quebrar o muro…
Derruba-lo….
E para isso… Basta saber que o martelo para derrubar o muro não é a pergunta e sim o que esta entre as palavras e o ponto de interrogação…
As reticências…
Exatamente os três pontos usados na pergunta e não um único ponto.
Um único ponto é o fim do caminho, mas três pontos seguidos é o caminhar, O continuar… O criar. As reticências começam no nada e caminham para o todo, o tudo e este é o único caminho. Não existe um ponto final o que existe é o medo de caminhar … Caminhar o mesmo caminho… Estou e sempre estarei no mesmo caminho… Quebrei o muro dos tijolos tristes e alegres dos textos, palavras, sentimentos e realidades…
Minhas reticências são o martelo para a liberdade do sentir, do criar e do caminhar o mesmo caminho.
E continuo caminhando…
E continuo andando …
And Keep Walking…



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