Descrição

16 01 2012

-O Autor -

 

O que define um ser…

Não é o que apresenta ter

E sim o que apresenta ser

 

Não definiria meus atos

Com os fatos

Do criado por meu suor

Em estudos

ou melhor

Caminhos que segui

E sofri

Mas sim pelas lagrimas que derramei

E sem medo decifrei

 

E transcrevo hoje em verso

Os caminhos incertos

Que trilhei

Beijei

Amei

E exorcizei

 

Em linhas passadas

Nas asas

De melodias cantadas

Encenadas

Encaradas

Amadas e odiadas

Desconcertadas

 

Desorientadas de propósito

Pois não deixaria num deposito

Os gostos que achei

E gostei

Por isso dividirei

 

E com valentia direi

Não sou o que vêem

Sou o que sentem…

 

Em cada linha

 

Sou para quem lê

E não para quem vê

Sou para quem sente

Não para quem mente

Sou a mais pura verdade

Dentro da sensibilidade

Dos olhos que escutam

E não relutam

Em ouvir as batidas

Secas ou molhadas

De risadas passadas

De lagrimas emprestadas

De vitorias alcançadas

E derrotas superadas

 

Sou simplesmente a complexibilidade

De uma cidade

Criada dentro do ser

Que pode ser

Grande ou pequena

Rasa ou profunda

Habitada ou solitária

Depende muito do presente

De ter

Alguém para ler

Escrever

E viver

 

Ou seja

Sou apenas, “hora veja”!

Um ex-mal feito

Tentando ser bem feito

Pois ninguém é perfeito

E na minha imperfeição

Cultivo o perdão

A retidão

E a indiscrição

De não calar

 

Ao contrario gritar!

 

Não tenho medo de amar!

Tão pouco de chorar

Pelo que faço

Luto

Sofro

Sorrio

 

Tento apenas ser bom

Sou apenas eu mesmo

 

Sou apenas Tadeu Alves.

 

 





Noite Clara… Noite Em Claro.

8 01 2012

O véu negro da escuridão

Vão dos tempos em questão

Tempos passados em claro, hoje escuro

O escuro do perdão.

Perdão não perdoado, pois não foi falado.

Por vergonha ficou desolado.

Por medo não foi criado.

 

E hoje no vão criado pela escuridão

Vão-se as palavras nunca ditas.

E com os olhos fita

A vida das sombras da existência.

Negada na desistência.

De não ser o que quer ser

Por puro medo de crescer.

 

Crescer não é opção.

Nega-lo é caminho para sofreguidão

Que se dá na escuridão

Da noite clara em questão.

Da noite em claro onde se fez o vão.

 

Do tempo que não foi usado.

Do dito não dito ousado.

Do classificado como capricho

Numa folha, num rabisco.

Onde os olhos ainda brilham

Num desenho feito

Para selar o bem feito.

Mas que acabou por lembrar o mal feito.

Por culpa do medo de ser

O que se quer deixar crescer.

 

Mas obriga-se a acreditar

Ser apenas um sonhar

De alguns minutos num olhar.

De alguma chama a brilhar.

Em algum lugar dentro do peito.

Onde negas falar a respeito.

Mas que não entende direito

Por que não mostra ao ser.

Por quem deve crescer.

 

A alma que ainda respira

Vê a luz que ainda habita.

A madrugada que ainda grita.

Suaves palavras musicadas

Para as batidas compassadas

Do anjo sem asas iluminadas.

Pois sua presença não foi dada

Ao tempo na madrugada.

 

Que acaba habitada

Com a luz do sol filtrada.

Pelas frestas da sala usada

Na mesma festa dada

Ao som das letras musicadas

Que outrora foram encenadas.

 

Mas, na mesma noite terminada

Encontramos o tempo ainda vivo

Pois, vivo ele mostra

Que não há por que não haver volta

Das coisas belas que gosta.

 

De mostrar uma única resposta…

 

Que o próprio não para…

 

E por não parar…

 

A volta é certa…

De mais uma madrugada…

Mais uma certeza dada…

E mais um minuto antes do sol nascer.

Sempre dá tempo…

Na Noite Clara

Na noite em Claro.








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