“Ausência…
Os sons do tempo
Se escondem no vento
No marasmo deste sentimento
De falta de algo que há
Na sorte de algo que está
Na mão de um tempo criado
No asfalto dos dias desperdiçado
Nas rodas dos carros maltratado
Na velocidade dos sons desgastado
Nas lágrimas dos olhos sofrido
Na dor do peito vencido
Vencido?
Não, a ausência dos dias é
A vitoria
Da historia
Na coragem da gloria
De um sonhador sem memória
Criando aleatória
A verdade da conquista
De tão longa data quista
Da poesia sempre vista
Mesmo na ausência das palavras
Nas escondidas formas faladas
Das tintas outrora pintadas
E hoje renovadas
Na falta de covardia dada
A coragem revigorada
Nas noites encantadas
De alegorias formuladas
Na mente cansada
De alguém
Em algum
Brilho
Na ponta do cílio
Do olho do Deus
Que criou Morpheus
Que criando nos deu
O mundo
Nos fundos
Da razão
Onde escondidas estão
As trilhas que levarão
A verdadeira inspiração
…de inspiração”



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