O que define um ser…
Não é o que apresenta ter
E sim o que apresenta ser
Não definiria meus atos
Com os fatos
Do criado por meu suor
Em estudos
ou melhor
Caminhos que segui
E sofri
Mas sim pelas lagrimas que derramei
E sem medo decifrei
E transcrevo hoje em verso
Os caminhos incertos
Que trilhei
Beijei
Amei
E exorcizei
Em linhas passadas
Nas asas
De melodias cantadas
Encenadas
Encaradas
Amadas e odiadas
Desconcertadas
Desorientadas de propósito
Pois não deixaria num deposito
Os gostos que achei
E gostei
Por isso dividirei
E com valentia direi
Não sou o que vêem
Sou o que sentem…
Em cada linha
Sou para quem lê
E não para quem vê
Sou para quem sente
Não para quem mente
Sou a mais pura verdade
Dentro da sensibilidade
Dos olhos que escutam
E não relutam
Em ouvir as batidas
Secas ou molhadas
De risadas passadas
De lagrimas emprestadas
De vitorias alcançadas
E derrotas superadas
Sou simplesmente a complexibilidade
De uma cidade
Criada dentro do ser
Que pode ser
Grande ou pequena
Rasa ou profunda
Habitada ou solitária
Depende muito do presente
De ter
Alguém para ler
Escrever
E viver
Ou seja
Sou apenas, “hora veja”!
Um ex-mal feito
Tentando ser bem feito
Pois ninguém é perfeito
E na minha imperfeição
Cultivo o perdão
A retidão
E a indiscrição
De não calar
Ao contrario gritar!
Não tenho medo de amar!
Tão pouco de chorar
Pelo que faço
Luto
Sofro
Sorrio
Tento apenas ser bom
Sou apenas eu mesmo
Sou apenas Tadeu Alves.




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