Pensamentos sob a luz de um projetor oriental – II

5 07 2007

Ola a todos. Agora sim estou de volta a ativa. Passei por uma crise de excesso de criatividade e os resultados dela estão começando a aparecer. O primeiro resultado estão vendo agora. Aqui esta o novo layout do Old Memories. Finalmente depois de quebrar a cabeça consegui editar um template (com isso descobri que odeio com todas as forças do âmago do meu ser html e todos os seus derivados). Há um bom tempo queria fazer isso e colocar uma das minhas fotos no template e consegui. A escolha desta foto é simples, como falo de memórias antigas nada melhor que uma foto em estilo noir.
Quero agradecer a Leka por permitir usar sua imagem aqui. To te devendo uma caixa de chocolates pelos direitos de imagem rssssssss. Em breve contarei a historia do dia em que fiz o ensaio desta foto, sem duvida foi um dia muito divertido, nada melhor que fazer o portifólio fotografando uma amiga e com outro amigo “chato” como assistente. Se não tomasse cuidado fotografaria mais as mãos do Fafas do que a Leka rssss.
Alem do layout novo agora meu blog pode ser traduzido em treze línguas caso queiram treinar os idiomas que falam cliquem na bandeira do país desejado no topo do bloco de posts.
Gostaria de saber a opinião de todos sobre o layout, ainda vou mudar umas coisinhas mínimas que estão me incomodando, mas a opinião de todos será muito bem vinda.
Quanto ao “Azure Moon” a curiosidade de quem tem reclamado vai ser saciada a partir de sábado quando voltarei a publicá-lo. Não se preocupem, a não ser que falte luz, os capítulos serão publicados todo sábado sem falta.
Agora fiquem com a segunda parte da viagem ao cinema asiático. Continuarei na Coréia com um especial sobre o diretor Park Chan-Wook.

Pensamentos sob a luz de um projetor oriental.
Parte II
“Trilogia da vingança”

A “Trilogia da Vingança” é uma das obras mais comentadas do mundo quando se trata de cinema Coreano. Nestes três filmes podemos ver toda a criatividade (e sadismo) do diretor asiático mais cultuado da atualidade, Park Chan-Wook.
Ao contrario da grande maioria das trilogias os três filmes de Chan-Wook não são uma continuação, na verdade são filmes distintos unidos unicamente pelo tema vingança. Cada um trata de maneira única, realista e violenta este que é o mais comum e “odioso” sentimento humano.
Este diretor tem como característica ser um dos mais sangrentos da Ásia (conseqüentemente do mundo), mas com um detalhe crucial que o difere dos outros diretores do gênero, nem uma única gota de sangue é derramada de graça. Não existe em nenhum take de seus filmes a famosa “violência gratuita”, tudo tem um sentido e o público pede cada vez mais sangue a cada minuto que passa.

Sympathy for Mr. Vengeance

O primeiro filme da trilogia é sem duvida o mais realista de todos. Além do roteiro primoroso e extremamente intrincado (outra característica básica dos filmes de Chan-Wook) traz ao público dois dos maiores problemas da Coréia, saúde publica e desemprego.
O filme começa com a leitura de uma carta enviada a uma radio por Ryu, um surdo-mudo que cuida da irmã doente a espera de um transplante de rim. Ryu por não ser doador compatível resolve vender seu rim no mercado negro para custear a operação e conseguir um órgão compatível para a irmã. Mas acaba tendo seu rim roubado e apesar de aparecer um órgão para a irmã ele não tem dinheiro para custear a operação. Para complicar mais um pouco a historia perde o emprego e vê-se obrigado a acatar a idéia de sua namorada ,Yeong-mi, seqüestrar a filha de seu ex-patrão, Park Dong-jin. Mal sabe ele que apesar das aparências Park Dong-jin esta falido e passa por dificuldades para pagar o resgate. A partir daí a vingança aparece dos dois lados com acontecimentos que matariam o roteiro no meio da exibição, mas como falamos de Park Chan-Wook o resultado é sem duvida surpreendente.
Senhor Vingança (titulo brasileiro. Será lançado no Brasil até o fim do ano em DVD) é o inicio do projeto “vingança” do diretor. É um filme para poucos se formos contar as cenas bárbaras que embrulham o estômago de qualquer um, mas Chan-Wook com sua narrativa rápida e um cuidado extremo com a fotografia nos conta a historia de tal forma que ao invés de ficarmos horrorizados com os atos cruéis nos perguntamos se não faríamos o mesmo nesta situação. Qual dos lados é culpado? Ou melhor, qual dos lados tem menos culpa pelos acontecimentos? Está é a grande sacada do filme, não sabemos a quem culpar e em alguns casos nos sentimos culpados pelos personagens.
O elenco é outra grande arma do filme. As interpretações são no mínimo fantásticas. Mesmo com a barreira da língua conseguimos ver a veracidade nos olhos dos atores principalmente de Shin Ha-gyun que interpreta o surdo-mudo e emite apenas alguns grunhidos durante o filme.Outro ponto alto de interpretação é de Bae Doo-na que faz a namorada terrorista antiamericana e completamente doida do surdo-mudo. Com seu jeito despojado consegue dar uma certa leveza e humor ao filme em quanto distribui seus panfletos de protesto.
Senhor Vingança é um filme que precisa ser visto por todos que gostam de cinema inteligente e realista e principalmente para os que já viram o segundo filme da trilogia que foi lançado no Brasil em dvd há dois anos.

OldBoy

O segundo filme da trilogia é o mais surreal de todos. Oldboy foi lançado no Brasil como filme cult vencedor de vários prêmios internacionais inclusive os de critica e público em Canne. Foi exibido em poucos cinemas brasileiros, mas tomou força em seu lançamento em dvd principalmente pelos curiosos que o alugavam para ver a polêmica cena onde Oh Dae-su come polvo vivo.
Oldboy é a historia de um homem que não sabe por que foi preso dentro de um quarto por quinze anos. Seu único contato com o mundo foi pela televisão e os bolinhos fritos que o davam como refeição. Durante o tempo em que ficou preso Oh Dae-su fez da televisão, segundo suas próprias palavras, sua escola, igreja, amiga e amante. Com a ajuda dos programas que via traçava sua vingança a um inimigo que não sabia quem era. Em um belo dia ele é deixado dentro de uma mala no topo de um edifico e ai começa um jogo de gato e rato onde ninguém sabe quem persegue quem.
O filme é incrivelmente confuso e intrigante, não perde o ritmo em nem um só minuto, quando conseguimos entender alguma coisa nossos doces sonhos de prever a próxima cena são logo frustrados por mais uma revelação bombástica. A confusão está ligada a uma apresentação de personagens que não acontece, ficamos sabendo quem são os “mocinhos” e “bandidos” durante a narrativa.
Em Oldboy vemos o lado mais sádico da vingança. Oh Dae-su é tão cruel e implacável em busca de informações de quem mandou prendê-lo que por incontáveis vezes achamos Hanibal Lacter (de o silêncio dos inocentes) tão doce quanto o coelhinho da páscoa. A cena onde Oh Dae-su arranca os dentes do dono da carceragem onde ficou preso com um martelo ficou tão famosa que o Box de Dvds coreano vem com um martelo de brinde.
Não pensem que a violência das cenas transforma o filme em mais um mar de sangue sem sentido, como já disse, nada nos filmes de Chan-Wook é de graça. O filme tem uma aura suja sim, a fotografia é belíssima e muito marcada nas cenas sombrias e acaba servindo de moldura a um roteiro dúbio de ternura e horror, amor e ódio doentio. De certa forma podemos classificar Oldboy como um romance, provavelmente o mais violento de todos.

Sympathy for Lady Vengeance

Sympathy for Lady Vengeance acabou de sair de cartaz dos cinemas brasileiros. Por aqui seu nome é Lady Vingança e infelizmente ficou pouco tempo em cartaz e em poucas capitais. Este é sem duvida meu filme favorito e mesmo tendo sido exibido em apenas duas salas no Rio fiquei satisfeito de saber que finalmente chegou ao Brasil e sairá em Dvd provavelmente em edição especial dupla.
Lady Vingança é o fim da trilogia e o mais poético dos filmes de Chan-Wook. Ao contrario dos outros dois este não engana o público. A historia é apresentada de uma vez, sem férulas ou embolação. É aquilo e pronto, não há o que inventar ou mentir, mas se pensas que por isso o filme deixa de surpreender se enganou. O filme é lindo, forte, cruel, tocante, poético e emocionante.
Lady vingança conta a historia de Lee Geum-ja. Foi presa aos dezenove anos pelo seqüestro e assassinato de um menino de cinco anos de idade. Ré confessa cumpriu pena de treze anos e tornou-se uma religiosa fervorosa na prisão. Sempre gentil ajudava as outras presas chegando até mesmo a doar um rim a uma das detentas. Ao sair da prisão e ser recebida pelo pastor que a converteu sua única frase é :

___Por que você não vai se ferrar?

A partir daí descobrimos que Lee Geum-ja não é culpada do crime e só confessou pois o verdadeiro assassino mataria sua filha se não o fizesse. Passou os treze anos na cadeia planejando como matá-lo e agora irá colocar seu plano em pratica.
Este filme tem um ritmo mais lento que os demais, também é o mais bem cuidado deles. A fotografia e a direção de arte são simplesmente irretocáveis. No caso da fotografia o filme ganhou duas versões nos cinemas coreanos e que Deus queira possamos ver no Dvd brasileiro.A versão normal nos brinda com cores fortes e bem marcadas seja na maquiagem, figurino ou cenários muito bem trabalhados. A segunda versão só foi exibida em cinemas com projeção digital e no Dvd. Nesta versão do meio para o fim do filme a película vai perdendo as cores lentamente até culminar em um final totalmente preto e branco.
Outro elemento marcante é a trilha sonora composta de música erudita com vocais em italiano e inglês, combinando perfeitamente com a interpretação “espírita” de Lee Young-ae. A carga dramática e a mudança brusca de reações e sentimentos de uma cena para a outra mostra todo talento da atriz em takes de beleza extrema.
Lady Vingança, apesar de ser mais lento que os outros, matem a violência sádica dos primeiros filmes, mas desta vez com algumas diferenças que só vendo o filme para entender.

Aqui termina minha viagem pelo cinema Coreano. Na próxima quarta voltarei com os “pensamentos sob a luz negra”, mas claro, quando menos esperarem vou falar de cinema asiático de novo, afinal ainda não falei da china nem do Japão.

Obrigado pela paciência e espero que comecem a ver com outros olhos os filmes que vem do outro lado do mundo. Vou deixar aqui uma lista de ótimos filmes fáceis de encontrar nas locadoras:

Oldboy – Tem uma versão simples por 12,90 nas lojas Americanas

Medo (Tale of Two Sisters) Suspense psicológico lançado para locação. Se gostaram de “O sexto sentido” vão se surpreender com este filme. (não é muito fácil de achar mais vale a pena procurar.)

Zona de Risco – Primeiro grande sucesso de Park Chan-Wook. Fácil de encontrar nas locadoras e a venda em Dvd duplo.

Irmandade da Guerra – Conta a historia de dois irmãos na guerra da Coréia. Tão violento quanto “o resgate do soldado Ryan” mas sem o patriotismo exacerbado dele.

Memórias de um Assassino – Historia real contada como ficção. Engraçado e surpreendente do mesmo diretor de “Barking dogs never bite” (falei deste filme no ultimo post) e “O Hospedeiro” que acaba de sair dos cinemas e é uma outra ótima opção quando sair em dvd.





Pensamentos sob a luz de um projetor oriental

29 06 2007

Bem… Aos poucos que comentam e aos muitos que entram e me falam pessoalmente ou por mail (né Flavia!), peço desculpas pela falta de atualização e por não ter publicado o segundo Capitulo do “Azure Moon” ainda. O problema é que estou com pena de cortar um pedaço do capitulo dois, pois ele esta imenso. Talvez eu faça dele dois capítulos, mas ainda não decidi. Desculpem por isso rssssssssssss Sei que estão curiosos e prometo publicar em breve.

Pensamentos sob a luz de um projetor oriental

Há algumas semanas estou me dedicando ao meu maior vicio, ou seja, cinema. Mais especificamente cinema oriental, especificando mais um pouco, produções do leste asiático, sendo ainda mais especifico, filmes do eixo Japão, Coréia e China.

Quando digo que gosto de cinema oriental a grande maioria das pessoas logo pergunta, “Nossa você ainda tem saco pra assistir aqueles filmes de samurais lutando kung-fu que nem o Bruce Lee?”, no principio eu ficava chateado, mas agora dou boas gargalhadas quando escuto algo do tipo. Não desgosto de filmes de ação e artes marciais, afinal já fui criança e assistia a seção kung-fu da bandeirantes sábado a noite, mas o cinema asiático tem muito mais a oferecer do que isso e não estou falando dos famosos filmes de terror japoneses.

A primeira coisa a se fazer quando você se depara com um filme vindo daquelas bandas é:Esqueça os estereótipos. Ao assistir isso você vai entrar no universo de mentes que realmente pensam, ou seja, não vai encontrar nenhuma advogada loira e cabeçuda que ninguém sabe por que cargas d’água ganhou um Oscar. Estará entrando em uma cultura com valores bem diferentes dos nossos, mas que se assemelha tanto a nós que logo você esquecerá que existem diferenças culturais.

Não conseguiria falar deste vicio em apenas um post então para organizar vou dividir este texto e inaugurar agora uma seção de cinema Asiático e em breve uma seção de cinema Europeu (neste caso os franceses e espanhóis). Para organizar vou dividir os posts por país e em alguns casos por gênero. Para começar vamos fazer uma pequena viagem ao cinema sul coreano.

Como primeiro exemplo do novo cinema asiático vou falar de um filme que poucos conhecem aqui no Brasil. O filme é “SadMovie”, uma produção Coreana que como o próprio nome diz (não escrevi errado lá eles juntaram as palavras mesmo, questão de estética pro cartaz) é um filme triste. Na verdade é muito triste, uma porrada no estômago quase literal. O filme começa bem, alegrinho e os personagens te cativam de uma forma tão intensa que você torce por eles o tempo todo, ai o roteiro vira e não tem como conter as lágrimas. Você chora compulsivamente, não tem como escapar, nem o mais turão dos machistas consegue conter as lagrimas diante de uma surdinha apaixonada por um desenhista de parque de diversões. Um amor sofrido de uma jovem que namora um bombeiro dedicado capaz de dar a alma para salvar uma vida. Um jovem desempregado que faz de tudo para conseguir algum dinheiro para sair com a moça por quem se apaixonou, este jovem protagoniza as cenas mais hilariantes do filme quando funda uma agencia de separações para sustentar seu namoro, ou o que ele acha que é um namoro. E por fim um menino que descobre amar intensamente sua mãe relapsa quando está descobre ter um câncer de estômago.
Todas estas historias se cruzam de maneira harmoniosa durante o desenvolver do filme. É sobre tudo um filme de personagens, não existe uma trama principal apenas sentimentos muito bem descritos e arranjados de forma a pegar o publico sempre pelo lado mais vulnerável e levá-los aos soluços sem enganar ninguém com finais felizes.



Outro bom exemplo de cinema de qualidade elevadíssima vindo da Coréia é o mais recente filme de Park Chan-Wook (Conhecido aqui no Brasil por seu arrebatador Old Boy. Falarei deste filme no próximo post de quarta feira) “I’m a cyborg, but that’s Ok.”, uma inusitada historia de amor passada dentro de um sanatório. Não sei quem é mais louco, o diretor ou os personagens.
Sem exageros posso afirmar que o filme lembra as pinturas de Dali, tocante e surreal ao extremo para caracterizar as viagens de uma menina que pensa ser um ciborgue de guerra que precisa devolver a dentadura a sua querida avó (que acredita ser um rato) e um jovem esquizofrênico que rouba os sentimentos e habilidades dos outros doentes.
Este filme não foi sucesso de bilheteria em seu país de origem por não mostrar em nenhum momento que os pacientes podem vir a se curar, na verdade o filme mostra como dentro da loucura de roubar os sentimentos o jovem vai conseguir fazer a menina se alimentar, pois por acreditar ser um ciborgue ela tem medo de quebrar se ingerir algum alimento.
Alem do casal principal os personagens secundários são um show à parte. O hilariante homem que se acha culpado de tudo que da errado no mundo. Ele é tão culpado que se privou do direito de andar para frente, sim ele anda de costas o filme inteiro (coitado desse ator). E a simpática doutora que sempre tem um sorriso nos lábios e parece preocupar-se mais em manter os pacientes seguros e saudáveis do que curá-los.
O filme é uma comedia e não um dramalhão. Você ri tanto que às vezes esquece que a historia é séria e acaba sendo surpreendido com cenas belíssimas repletas de efeitos especiais de ótima qualidade e flashs da realidade de um doente mental internado.
Hoje ao assistir este filme pela segunda vez o Fafas disse uma frase que sintetiza o quão bom o filme é: “Puta que paril eu quero esse DVD!”. Diante desta frase do meu amigo acho que da para entender por que este filme foi um dos mais aclamados do ultimo festival de Canne.

Agora para terminar esta primeira “seção cinema coreano” vou falar do ultimo filme que assisti, “Barking Dogs Never Bite”. Um dos filmes mais leves, engraçados e politicamente incorretos que já vi. Achei este filme perfeito para reunir os amigos em volta de uma panela de pipocas no domingo à tarde, alem de divertido ainda te faz pensar.
Se passa quase todo dentro de um condomínio de Seul onde um pobre desempregado sustentado por sua esposa grávida (e extremamente violenta e dominadora) tenta angariar dinheiro para subornar o reitor da faculdade onde existe uma vaga de professor. O problema é que ele não pode pensar por seu vizinho ter um cachorro chato que late o tempo todo, o que o leva a seqüestrar e cometer o assassinato do pobre canídeo.
Mas, o cachorro tem como dona uma menina que logicamente faz cartazes para encontrar seu amado animalzinho. Para espalhar seus cartazes ela precisa de uma autorização do sindico do condomínio e nisso entra na historia a ajudante da secretaria do sindico (brilhantemente interpretada por Bae Du-na, falarei desta atriz no próximo post), uma jovem ingênua que tem o sonho de se tornar uma heroína e aparecer na tv.
No inicio o filme apenas apresenta os personagens e suas historias cativantes e realistas, uma critica social muito bem montada e que se encaixa perfeitamente com a sociedade brasileira. Depois dos personagens devidamente apresentados a historia se desenvolve a partir do momento que nosso querido desempregado percebe que matou o cão errado e vê-se obrigado a cometer seu segundo homicídio canino, mas desta vez é visto pela jovem aspirante a heroína. A partir deste ponto prepare o lenço, pois você vai chorar de tanto rir principalmente pela forma que o diretor ridiculariza seus personagens.
Este é outro grande exemplo do que chamo de “filme de personagens”. Aqui, mas uma vez a historia principal é apenas uma alegoria para entrarmos no universo particular de cada um dos personagens, pessoas simples com dificuldades que todos nós temos. Pessoas engraçadas e deprimidas como qualquer um que podemos encontrar na rua.

Espero ter aguçado um pouquinho a curiosidade de vocês sobre o cinema asiático. No próximo post de quarta feira continuarei na Coréia, mas desta vez falarei de filmes um pouco mais sangrentos numa edição especial sobre o diretor Park Chan-Wook.

P S: Antes que perguntem. Eu baixo a grande maioria destes filmes no emule. É possível encontrar filmes já com legendas em português ou dublados em espanhol, francês e italiano. Mas existem muitos sites brasileiros e portugueses que fazem legendas para estes filmes e sempre a os sites americanos para quem não tem problemas em ler legendas em inglês. Caso queiram alguma informação mandem um e-mail ou deixem nos comentários. Garanto que não vão se arrepender de ver algum filme destes. Qualquer cinéfelo tem o dever de assistir uma obra asiática na vida.








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